Ata do Fed não caiu bem para os mercados; entenda

Ata também avaliou possibilidade de novos aumentos

A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), divulgada nesta quarta-feira (22), revelou que o banco central dos EUA manteve as taxas de juros inalteradas entre 5,25% e 5,50% pela sexta reunião consecutiva. Antes da divulgação, bolsas internacionais e futuros de Wall Street operavam em baixa, refletindo a ansiedade quanto à política monetária dos EUA. No Brasil, o Ibovespa também caía.

Após a divulgação, o dólar subiu para R$ 5,15 e o Ibovespa caiu 1,38%, atingindo 125.650,03 pontos. O documento do Fed ressaltou a necessidade de mais dados para confirmar a tendência de queda da inflação rumo à meta de 2%, reconhecendo que o processo pode ser mais lento do que o esperado.

Embora todos os membros tenham concordado em manter os juros, alguns destacaram a possibilidade de restrições adicionais se os riscos de inflação aumentarem. A ata também mencionou o ritmo desacelerado do crescimento do PIB dos EUA e a robustez do mercado de trabalho, além de preocupações com eventos geopolíticos que possam impactar os preços das commodities.

A ferramenta CME FedWatch Tool indicou que setembro é o mês mais provável para cortes nas taxas de juros, com quase 60% de chance.


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