O mês de abril deu força ao dólar e ao ouro, enquanto investidores correm do Real

Apetite por dólar e ouro aumenta.

A moeda norte-americana chegou a alta de R$ 5,28 e o metal atingiu o recorde de US$ 2.290 por onça, enquanto investidores fogem do Real, evidenciando a desvalorização da moeda.

Em relatório, William Castro, estrategista-chefe da Avenue Securities, afirma que a percepção e aversão ao risco global, com diversos agentes suscitando temores às economias globais, afetaram as moedas emergentes, colocando o Real entre os piores desempenhos desse segmento.
Como principal resposta à dúvida sobre o que suscitou a alta do dólar em relação ao Real, está a robustez da economia dos Estados Unidos (EUA), evidenciada pelos indicadores de atividade econômica do país.

Mas não é só isso. As tensões geopolíticas fizeram com que a procura pelo dólar aumentasse, seguindo o movimento de procura por ativos considerados de menor risco.

No cenário doméstico, o estrategista-chefe afirma que, com a manutenção dos juros americanos entre 5,50% e 5,25% e possível queda no Brasil, "o diferencial de juros entre Brasil e EUA tende a diminuir, e com isso, a atratividade do investimento no Brasil, em contexto global, diminui".

Além de dólar, ouro também foi alternativa ao Real
O ouro também foi beneficiado pelos conflitos geopolíticos, sendo considerado uma opção para proteger e diversificar o portfólio do investidor.

Além disso, outros motivos que aumentam o apetite pelo metal, apontados por Castro, são:

Bancos centrais ao redor do mundo buscando diversificar suas reservas em ouro, com o Banco Popular da China sendo o maior comprador;
Aumento da demanda pelo varejo chinês, com um dos motivos da população estar procurando o metal ser a falência de empresas do setor imobiliário;

À época do aumento do metal, o Bank of America (BofA) afirmou que “em certa medida, este interesse reflete a falta de opções alternativas para os investidores chineses, com os mercados acionistas e imobiliário ainda não sendo particularmente atrativos”.

Entretanto, analistas afirmam que alguns indicadores técnicos, como o índice de força relativa, indicam que a commodity está sobrecomprada, também com os recentes investimentos de investidores exacerbando os movimentos de curto prazo.

FONTE: Money Times


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